song

sábado, 29 de junho de 2013

Olá escolhas,

 

   Não sei. Boa maneira de começar... Mas não sei mais como lidar com as pessoas. Principalmente comigo mesma, ainda que o tenha que fazer 24/7. E acredito que seja a parte mais difícil. Entre tudo isto, estão as escolhas. As escolhas que faço, que penso em fazer, são talvez umas das coisas que mais me fazem reflectir. Se for a pensar, tomam conta de mim, pois, de certo modo, definem-me, definem quem sou. Ou não? É me cada vez mais difícil saber qual o caminho a seguir e quais as escolhas a fazer. As vozes que me seduzem e me chamam para seguir caminhos menos bons, caminhos incertos e íngremes , falam cada vez mais alto. Vem de todas as direcções, como se me rodeassem. E é difícil, acredita. Sei que não sou a única que passo por isto, mas quem sabe se sou a única que reflicto nisto? Porque as coisas passam, nós tomamos certas decisões, mas nunca chegamos a pensar a fundo. Será isso mau? Ninguém sabe. Mas porquê? O pior é que eu não vejo maneira de evitar toda esta situação, é inevitável. Mais inevitável e impossível é aprender a lidar comigo mesma. Não consigo. Não consigo, apenas. O que afecta as minhas relações com as outras pessoas, porque tomei consciência que não vou conseguir nunca lidar com os outros, se não souber lidar comigo própria. Se não me conhecer, se não souber o que fazer, se não me compreender e controlar. Tenho receio. Receio que com o tempo me torne em algo que desprezo. Por isso não me posso esquecer de ser como sou. Não quero ser plasticina. Não quero ser moldada à maneira do resto do mundo. Não sou nem quero ser assim! Não quero ser moldável, flexivel, fácil. Quero arrojar, ousar, sem medos, nem hesitações. Quero ser livre. Mentalmente, não quero ser levada a pensar de certa maneira, roboticamente. Não quero ser assim, desprezo totalmente a homogeneidade entre as pessoas. Sinto que o mundo não está a evoluir eticamente. Que não acompanha a evolução de tudo o resto e é bem visível no nosso quotidiano. O que, estranhamente não me surpreende. Mas incomoda, muito. Odeio profundamente qualquer tipo de superficialidade.  Sou levada pela corrente, sou moldada. Agora apercebo-me que aos poucos as coisas que desprezo, apoderam-se de mim. E eu deixo?! Eu sei que não é isto que eu quero. Não obstante, às vezes parece que não há maneira de o controlar...

Sem comentários:

Enviar um comentário